sábado, 29 de dezembro de 2007

Reflexão ao Capítulo VII


Entre as funções que tradicionalmente continuam a ser atribuídas à escola, sobressai a de transmissora dos saberes que numa dada época são considerados socialmente úteis. Nos nossos dias, perante o papel algo hegemónico ocupado pelos meios de comunicação de massas nesta transmissão, esta função tem vindo a ser questionada. O permanente fluxo de informação veiculado pelos meios de comunicação de massas, modificou consideravelmente o modo como passaram a ser encarados os sistemas tradicionais de educação, revelando as suas debilidades e forçando a sua mudança, nomeadamente através da ampliação do campo das actividades autodidácticas e acentuando o valor das atitudes activas e conscientes para a aquisição de conhecimentos.
Neste contexto é inevitável que a escola se adapte aos novos desafios decorrentes da evolução da sociedade. Torna-se necessário definir um novo perfil de escola, por oposição a escola tradicional, no entanto, o papel da escola e dos professores não deixa de ser de extrema importância, antes pelo contrário.
Estes têm sim, que admitir que deixaram de ser a fonte exclusiva do saber, pois a informação está ao alcance de todos, até das crianças, mesmo fora do contexto institucional. Saber admitir e encarar esta realidade, tal como saber lidar com ela e tirar o melhor partido da mesma é agora o novo desafio que se coloca aos agentes educacionais e que todos afirmem o mesmo que afirmou o professor citado por Papert: “Tudo isto me fez sentir que não podia continuar a fazer de conta que sabia tudo, o que foi um enorme alívio!” (p.225)

Comentario ao Capítulo VI


Segundo Papert algumas pessoas " conseguem estabelecer uma melhor relação com as ideias do que com a prática, imaginando as coisas que estão a acontecer em vez de fazer ou ver."

Papert alerta-nos, assim, para que no mundo tecnológico, como na vida em geral, que é com a prática que surgem os projectos, ou seja não podemos ficar sem fazer por não saber o importante é ir tentando e experimentando, sem ter medo de errar.
Pois os projectos não são simples realidades do futuro, mas sim um futuro que vamos construindo dia-a-dia. São ideias que se vão transformando em actos reais.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Reflexão ao Capítulo V


(…) a necessidade de estabelecerem novas formas de relacionamento com os seus filhos e verem o computador como um meio para construírem a coesão familiar(…)"

A família, como todos nós sabemos, é a base do crescimento de cada indivíduo, pois é com ela que aprendemos as normas éticas e sociais de que necessitamos para interagir e integrar a sociedade.
Todavia, a família unida tendo como elo de ligação a comunicação e a interacção, tem vindo a diminuir. Muitos pais e mães têm descuidado a atenção que deveriam ter para com os seus filhos, dedicando-se a tarefas que consideram ser de maior importância, o que provoca algum mau estar e distanciamento entre os diversos membros familiares.
Não é em vão que este livro tem por título a família em rede. Considero que Papert, dedica uma especial atenção ao capítulo V e alerta-nos para a importância do papel da família na construção das aprendizagens.
É no seguimento desta linha de pensamento que podemos olhar o computador como um elemento unificador no seio familiar. Este poderá desempenhar tal função se os membros da família se mostrarem abertos a desenvolver aprendizagens computacionais em conjunto, partilhando as suas dificuldades e facilidades.
O entusiasmo das crianças pode despertar o interesse e a curiosidade dos pais “ciberavestruzes”, e vice-versa, como diz Papert existe um caso de amor entre crianças/jovens e computadores mas também não podemos generalizar ao ponto de nos esquecermos da fobia que alguns jovens sentem em relação a estas pequenas máquinas.
Se todos os elementos da família adoptarem este espírito de inter-ajuda e partilha de dificuldades o computador tem fortes probabilidades de funcionar como uma ferramenta de coesão familiar.