
(…) a necessidade de estabelecerem novas formas de relacionamento com os seus filhos e verem o computador como um meio para construírem a coesão familiar(…)"
A família, como todos nós sabemos, é a base do crescimento de cada indivíduo, pois é com ela que aprendemos as normas éticas e sociais de que necessitamos para interagir e integrar a sociedade.
Todavia, a família unida tendo como elo de ligação a comunicação e a interacção, tem vindo a diminuir. Muitos pais e mães têm descuidado a atenção que deveriam ter para com os seus filhos, dedicando-se a tarefas que consideram ser de maior importância, o que provoca algum mau estar e distanciamento entre os diversos membros familiares.
Não é em vão que este livro tem por título a família em rede. Considero que Papert, dedica uma especial atenção ao capítulo V e alerta-nos para a importância do papel da família na construção das aprendizagens.
É no seguimento desta linha de pensamento que podemos olhar o computador como um elemento unificador no seio familiar. Este poderá desempenhar tal função se os membros da família se mostrarem abertos a desenvolver aprendizagens computacionais em conjunto, partilhando as suas dificuldades e facilidades.
O entusiasmo das crianças pode despertar o interesse e a curiosidade dos pais “ciberavestruzes”, e vice-versa, como diz Papert existe um caso de amor entre crianças/jovens e computadores mas também não podemos generalizar ao ponto de nos esquecermos da fobia que alguns jovens sentem em relação a estas pequenas máquinas.
Se todos os elementos da família adoptarem este espírito de inter-ajuda e partilha de dificuldades o computador tem fortes probabilidades de funcionar como uma ferramenta de coesão familiar.
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