sábado, 29 de dezembro de 2007

Reflexão ao Capítulo VII


Entre as funções que tradicionalmente continuam a ser atribuídas à escola, sobressai a de transmissora dos saberes que numa dada época são considerados socialmente úteis. Nos nossos dias, perante o papel algo hegemónico ocupado pelos meios de comunicação de massas nesta transmissão, esta função tem vindo a ser questionada. O permanente fluxo de informação veiculado pelos meios de comunicação de massas, modificou consideravelmente o modo como passaram a ser encarados os sistemas tradicionais de educação, revelando as suas debilidades e forçando a sua mudança, nomeadamente através da ampliação do campo das actividades autodidácticas e acentuando o valor das atitudes activas e conscientes para a aquisição de conhecimentos.
Neste contexto é inevitável que a escola se adapte aos novos desafios decorrentes da evolução da sociedade. Torna-se necessário definir um novo perfil de escola, por oposição a escola tradicional, no entanto, o papel da escola e dos professores não deixa de ser de extrema importância, antes pelo contrário.
Estes têm sim, que admitir que deixaram de ser a fonte exclusiva do saber, pois a informação está ao alcance de todos, até das crianças, mesmo fora do contexto institucional. Saber admitir e encarar esta realidade, tal como saber lidar com ela e tirar o melhor partido da mesma é agora o novo desafio que se coloca aos agentes educacionais e que todos afirmem o mesmo que afirmou o professor citado por Papert: “Tudo isto me fez sentir que não podia continuar a fazer de conta que sabia tudo, o que foi um enorme alívio!” (p.225)

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